Blog do Inácio Araújo

Filmes que ninguém compreende

Não sei como alguém pode enxergar tanta coisa no filmeco de Apichtapong. Fiz a besteira de assisti-lo e não aguentei ficar até o fim. E olhe que entrei “na ponta dos pés”. Por que será que é tão difícil para um crítico de cinema dizer que um filme ruim, de um diretor renomado, é apenas um filme ruim? Nota-se um certo mal-estar em Inácio Araújo ao dizer que não é fanático pelo diretor e que é difícil dizer se esse filme mereceu a Palma de Ouro. Difícil por que? Falar de animais, pássaros e macacos-fantasmas ao invés de dizer o óbvio? Ora, tenha paciência! O filme de Apichtapong lembra os de um outro embuste chamado Abbas Kiarostami, um diretor chatíssimo mas com fama de “profundo”. E depois ainda falam mal do cinemão de Hollywood…

Começo por esse comentário, feito recentemente. Não importa quem o fez. Retrata uma atitude muito freqüente no espectador eu diria deste século.

Não sei como alguém pode enxergar tanta coisa no filmeco de Apichtapong.

Ou seja: só o que eu vejo pode ser visto. Sou o centro do mundo. Qualquer entendimento que não o meu é falso ou de má-fé.

Eu queria dizer que, no caso do cinema, esse “euísmo”, para usar o termo de Celine a respeito dos artistas, essa atitude não é assim tão pessoal: ela foi cuidadosamente construída como um antiintelectualismo fim de século, que confere ao sujeito a ilusão de que só o imediatamente compreensível a seus olhos pode ser apreciado.

Nota-se um certo mal-estar em Inácio Araújo ao dizer que não é fanático pelo diretor e que é difícil dizer se esse filme mereceu a Palma de Ouro. Difícil por que? Falar de animais, pássaros e macacos-fantasmas ao invés de dizer o óbvio? Ora, tenha paciência.

Que mal estar? Com a mesma presteza com que despacha um filme ele entende que pode, no seu absolutismo personalista, me atribuir estados de espírito. Ora, o que eu disse é cristalino e não vou nem explicar. Está lá. O misterioso, o incompreensível, no caso, é a frase seguinte: “falar de animais, pássaros e macacos-fantasmas ao invés de dizer o óbvio?”. Ok. O que é óbvio? Por que não se pode falar de pássaros ou animais? Existe alguma lei proibindo? E o que há de errado com macacos-fantasmas? Centenas de filmes nos trazem fantasmas, por que por uma vez eles não poderiam ser macacos? O que tem contra macacos?

E será que a Fera de “A Bela e a Fera” é tão diferente desse macaco? E será que o ogro do Shrek é também incompreensível? Ou será que ele “diz o óbvio”? Ah, será que ele é “apenas” uma fantasia? Ok. Mas porque o macaco-fantasma não pode ser? Por que pode haver aparições em “Além da Vida”, digamos, mas não aqui? Um é “óbvio” e o outro não? Bem, nesse caso, será “óbvio” o que acontece em “A Origem”, por exemplo, tido e havido como o fenômeno intelectual do século pelos adeptos do “dizer o óbvio”. Que dizer de pessoas que entram e saem de sonhos como se sonhos fossem um supermercado? É “óbvio”? É mais compreensível do que um macaco-fantasma, por exemplo?

O filme de Apichtapong lembra os de um outro embuste chamado Abbas Kiarostami, um diretor chatíssimo mas com fama de “profundo”. E depois ainda falam mal do cinemão de Hollywood…

Passemos pelo fato de que Apichtapong não tem nada a ver com Kiarostami. O passo seguinte dessa operação consiste em dizer: se eu não entendo esse objeto absurdo colocado à minha frente, mais ninguém entende. Não é que me faltam elementos para entendê-lo. É que ele só pode ser “um embuste”. Como o cara que diante do quadro abstrato recusa-se a compreender que ali exista algum tipo de raciocínio, de continuidade. Ele diz: o meu filho faz igual.

O passo seguinte dessa operação mental consiste atribuir falsidade ao outro, ao leitor que eventualmente sinta prazer diante desse objeto incompreensível, tortuoso, portanto monstruoso, que deve ser objeto de destruição, não de entendimento – já que embustes só podem ser entendidos como tal. É como dizer: se eu não senti prazer diante disso, ninguém sentiu. Quem diz que sentiu está, claro, mentindo. O Inácio mente, está constrangido de dizer isso ou aquilo, etc.

Aí entramos num mundo conspiratório que envolve o festival de Cannes, o júri de Cannes, o distribuidor do filme, os críticos e espectadores que gostaram do filme. Eles formam uma corrente de pedantes que, como numa conspiração, parecem trocar senhas, sinais secretos, apenas para desorientar o gosto pelo “óbvio”. Óbvio que nem é tão óbvio assim, como a gente viu no caso de “A Origem”. Ou que pode ver no caso de “Benjamin Button”: o que há de óbvio em alguém nascer centenário e morrer nenê? Ou em… Enfim, talvez o mundo não seja tão óbvio assim.

Faltava a palavra inevitável: chatíssimo. Essa espécie de condenação à morte simbólica. Há duas maneiras de um filme ser chato: ou porque nós não o compreendemos ou porque o compreendemos demais. Talvez o nosso amigo do óbvio se divirta à beça vendo, digamos, “De Pernas para o Ar”. Lhe parecerá perfeitamente compreensível que uma mulher frígida descubra a sexualidade não fazendo psicanálise ou procurando um outro parceiro (o marido a abandonara, no mais): parece perfeitamente óbvio que ela descubra a sexualidade com um vibrador, que se sinta realizada abraçando um coelho movido a pilha etc. Isso lhe parece compreensível, assim como os de “A Origem”, até porque são filmes que vêm com bula, sobretudo o segundo, isso é, com essas explicações prévias que os estúdios destilam pela mídia.

E para esses leitores o único conhecimento aceitável é o das bulas de remédio. E, como se trata de fenômenos de conhecimento, é bem mais fácil imaginar que não existe desconhecido, que não existem campos a desbravar. Apenas o óbvio. O mundo já está decifrado. Quem não professa o óbvio é, obviamente, um impostor. O quê? Freud com o inconsciente? Um impostor. Picasso? Não sabia pintar, era um idiota, por isso pintava tudo torto. Godard? Nem se fala. Esse é tão óbvio que é melhor nem falar. Beckett? Como não sabia desenvolver histórias, inventava essas coisas que não vão nem pra frente nem pra trás. E todos esses, claro, contam com o beneplácito dos intelectuais, dos críticos, esses parasitas infatigáveis, sempre dispostos a dizer que se deleitaram com essas monstruosidades, mas que elevam aos céus esses impostores tipo Manoel de Oliveira, Antonioni, David Lynch… Que não compreendem que só queremos ver “uma boa história”.

Ora, o que são boas histórias? A do Homem-Aranha? Eu adoro. Mas não me parece nada “óbvio” um cara que atravessa uma cidade pulando com sua teia. O que há de óbvio nisso? Francamente, o macaco-fantasma do Apichtapong às vezes me parece bem mais acessível. Ah, mas o Homem-Aranha é cheio de aventura, não é chato. Concordo. Mas por que todo filme teria de ser cheio de incidentes, aventuras? Será que não podemos admitir – já não digo apreciar, mas ao menos admitir – que existam outras formas de narrar, outras histórias a contar que não aquelas “óbvias”, isto é, que nos parecem familiares por uma razão ou outra?

Ou seja: por que devemos exigir que o cinema nos traga sempre “o óbvio”, aquilo que já sabemos ou pensamos saber previamente? É claro que isso também tem sua função. Mas o mundo não pode ser feito apenas de faroestes, ou dramas, ou comédias. Ele precisa ser feito de faroestes e dramas e comédias e muitas coisas mais.

E depois ainda falam mal do cinemão de Hollywood…

Quem fala mal, cara-pálida? O fato de gostar de Godard ou Apichtapong ou Kiarostami não nos impede de gostar de Hollywood, ou ao menos de James Cameron, de John Carpenter, de Clint Eastwood, de Coppola (pai e filha), de George Romero, de Wes Craven, de Brian de Palma, de Martin Scorsese, de Paul Schrader, de Joe Dante…

Porque esse é o último estágio da operação (pode ser o primeiro): atribuir ao outro algo que não lhe passa pela cabeça, para melhor poder delirar em cima disso.

Para quem, sinceramente, pretende entender alguma coisa quando entra num cinema, que seja adolescente ou inculto ou o que for, eu diria que o que não compreendemos é o que ainda temos a compreender, a desbravar, a aprender. Ninguém nasce sabendo. Vivemos para aprender. Não é vergonha procurar compreender as coisas.

Para esses arremates de humanidade para quem a ignorância é o estágio máximo de humanidade, bem, segue um boas festas e um “não tem papo” à moda do Jairo Ferreira.

Chega por enquanto. Isso é uma introdução a duas ou três coisas que quero escrever a respeito de “Os Residentes” e “Santos Dumont – Pré-cineasta”, exibidos em Tiradentes.

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Comentários

Comentários para “Filmes que ninguém compreende”

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  • Viviane disse:

    Descobri esse blog por acaso: estava em um outro blog sobre cinema que fazia uma crítica sobre os filmes indicados ao Oscar (e suas respectivas cotações entre o público e os críticos), quando me deparei com o link para esta postagem. Este é um dos melhores textos que eu já li sobre as diferentes visões sobre um mesmo assunto.
    Inácio colocou muito bem a intransigência de certas pessoas que acreditam que “Se eu não consigo ver, ninguém vê!”. Pra mim, esse argumento de “Eu não gosto, então é ruim!” é tão válido quanto “Você pensa diferente de mim, então você é um babaca!” ou “O meu filho faz igual”. Pra mim esse argumento só serve para pessoas que não conseguem pensar além de si, porque não conseguem ver além de si e, assim, acham que ninguém consegue. Nós projetamos nos outros aquilo que conhecemos de nós mesmos. Portanto, se eu não consigo ver além dos meus cinco dedos, ninguém conseguirá.
    Parabéns pelo texto, Inácio. Já “favoritei” o blog.

  • Adriano Sousa disse:

    Inácio. O grosso do público é assim. Um público que não tem cara, até na universidade tem gente assim, e pasme, pesquisando cinema…

  • Incrível.
    Me sinto assim,extamente assim,quando me tiram sarro por ter cinema como a maior paixão da minha vida.
    Ninguem acha racional passar horas lendo e escrevendo sobre filmes,pois para muitos, filmes foram feitos para o deleite imediato.
    Um comédia para rir,um drama para chorar,uma ação para vibrar. Porque o mundo precisa de críticos ou de cineastas “chatos”?

    É muito mais fácil entender Buñuel ou Lynch do que tentar compreender esta linha de pensamento “anti-pensamento”.

  • cleiton gustavo disse:

    Eu gostei de “A origem”. Cada longa tem seu público alvo, seja os teens, cults, machões alá “Rambo”, safadões que adoram o Kid Bengala… Enfim, cinema é arte e discutí-la é perca de tempo. Na minha cidadezinha não tem cinema e a distribuidora Imovision nem coloca os pés… Brigar pra quê minha gente, vamos ser feliz que é mais barato do que ficar discutindo!

  • eugenio drumond disse:

    “Óbvio ululante” !
    O criador da expressão — Nelson Rodrigues, que recebeu pauladas sem parar e ainda as recebe — repete e repete e repete sem parar que “só os profetas enxergam o óbvio”.
    E o óbvio pode ser aquele golaço (que não entrou) ou aquela explicação do poema inexplicável.
    Esse crítico absolutista deve ser um desses profetas…

  • Alessandro disse:

    Olá Inácio. Gostaria de saber o que vc quis dizer com atitude deste século? Até hoje, não consigo entender o críterio de qualidade adotado pela crítica brasileira. Ganhar festival, não quer dizer que o filme deve ser aceito por todos, especialmente pelo público. Tio Bonne é exemplo disso e desperta por sua estética reações diversas do tipo ame-o ou deixe-o. Acho que as pessoas tem tanto o dreitor de gostar deste filme, como no gostar. Assim como eu tenho o direto de achar que Cisne Negro e A origem não são abacaxis conforme vc afirma, e achar determinados filmes como é o caso de Still life, um filme chines que ganhou vários festivais, monótono a ponto de ser insuportável e deixar de assistir logo no começo. Acredito que hoje em dia com as inovaçoes tecnológicas está se tornando difícil fazer um filme que tenta inovar em temáticas já exploradas e quando isso ocorre a crítica (principalmente a brasileira) tem a tendencia de oferecer algum tipo de resistencia e insiste ( pelo menos uma parte dela) em reconher a qualidade de uma determinada obra cinematográfica apenas em sua linguagem, o que é discutível, uma vez que esse tipo de critério varia de opinião e é variável. Veja o caso por exemplo dos chamados filmes B, alguns deles, principalmente de ficção científica e horror são considerados clássicos. Não vi e não pretendo ver Tio Bonne, que é como disse é filme de festival, ou seja, restrito e supervalorizado, com certeza produto de uma onda passageira que irá passar. Em termos de experiencia, prefiro o que para mim é capaz de provocar sensaçoes genuínas de estranhamento, medo e tensão. Sensaçoes essas que experimentei quando assisti Cisne Negro (que conforme alguns críticos disseram é Repulsa ao Sexo de Polanski transposto para o universo do balé, se quiser conferir isso entre no site da Entertaiment Weekly) e A origem, que para vc são dois abacaxis, mas para mim são dois filmes que pelo menos tentaram inovar em gêneros ( thriller psicológico e ficção científica, respectivamente) que não necessitam reproduzir o real, o verossímel e baseiam-se apenas na experiencia, seja ela boa ou má. Mas isso, dependerá exclusivamente do espectador e sua capacidade de compreensão. É isso. Abraço.

  • allegro disse:

    Pois é: Essa atitude anti-intelectual pode ser sadia até ser ponto, mas quando ela tenta menosprezar o esforco teórico por detrás de certas percepcões é infantilismo mesmo, coisa de brucutú. Volta e meia tem idiota tentando provar que a roda é quadrada, fazer o que.

    A propósito, inácio: tento encomendar seu livro nas livrarias aqui de americana, mas nunca consigo. Sei que estou longe da civilizacão, mas a imprensa oficial poderia extender sua área de operacão para cobrir também o interior. abracos.

  • Douglas disse:

    Gostei muito do texto. Li duas vezes, me identifiquei.
    Eu consigo gostar de O desprezo, de 1963, e Transformers, de 2007. É relativo, tudo é muito relativo, e no cinema também. Ainda sou adolescente, tenho 17 anos, e não me acho cult ou idiota por gostar de Hitchcock e de Ed Wood na mesma proporção! Um fez os melhores suspenses da história, o outro as melhores comédias, pq o Ed Wood sabia q estava fazendo comédias, não é possível!!!

    “Há duas maneiras de um filme ser chato: ou porque nós não o compreendemos ou porque o compreendemos demais.”- Essa frase entrou pra minha história. Vou pensar nessa frase quando tentar assistir pela 7º vez “A fita branca”!

  • Porque inventamos instrumentos como o telescópio ou o microscópio?
    Não seria para ampliarmos nossos sentidos e adentrarmos ao desconhecido?
    E o cinematógrafo? Será que não teria essa mesma função?

    Grande Abraço Mestre!

  • Lucimar Araujo disse:

    Olá Inacio

    Esse cara que fez a crítica da crítica se interessa por cinema. E ele te admira, se não … não estaria seguindo o seu blog.
    Só que ele não pode ser contrariado. Aí é que tá o problema.
    Já sei!
    Ele é a reencarnação de um macaco-fantasma-mimado.
    É óbvio! Como que eu não pensei nisso antes!
    Bjs

  • p. tejano disse:

    inacio ficou com raivinha e magoadinho porque questionaram sua tão estimada opinião… ai o ego…

  • Cícero Soares disse:

    (Cruzes…) Mas nem percam tempo pesquisando por aí outros comentários do sujeito aí. Creiam, não vale a pena. (Putz, mas não é que sem querer o Inácio acertou na mosca, botando no paredão a pseudo opinião de um belo dum reaça? Enfim.)

    Agora… Pô, gente, Inception é bacana. É só pensar assim: é refilmagem. O “original”, de um cineasta desconhecido de um país desconhecido, é bem melhor. E estragaram.

  • Douglas disse:

    Perfeito! Disse tudo. Não assisti a Tio Boonmee ainda, mas fiquei entalado com a crítica presunçosa de um jornalista conceituado no Brasil – o que distorce e denigre o próprio trabalho, o de critico de cinema. Respeitar as opiniões e ouvi-las sempre, mas considerar superior o ” eu” que opina é ignorância.

  • Chico Fireman disse:

    Comentário perfeito, Inácio! E da forma mais elegante e respeitosa possível.

  • Inácio, quero te agradecer pelo excelente texto.

    Há várias nuances que gostaria de comentar, mas que a absoluta falta de tempo (pelo menos até o dia 12) me impede.

    Grande abraço,

    Milton

  • Ana disse:

    Inácio, quando vi A Origem pensei:que coisa cansativa. Quando o filme acabou pensei: o que me acrescentou esse filme ? Nada. Nem fiquei feliz, nem fiquei emocionada. Não aprendi nada. Ao contrário de Benjamin Button por exemplo, um filme de proposta bem simples e bem reflexivo.

  • Cristiano Vieira disse:

    Texto de SUPREMA excelência! Já repassei para muita gente. Inácio Araújo foi espetacular nessa análise. É o que muita gente passa pra tentar explicar pra muita gente essas “diferenças”.

  • Perfeito como sempre, Inácio.

  • Angelo Capozzoli disse:

    Parabéns, Inácio!

    Esse texto comprova o papel fundamental que você tem no cenário cinematográfico brasileiro atual. Que privilégio poder contar com um crítico de cinema e com um estudioso do cinema do teu nível.

    Um abraço,

    Ângelo Capozzoli

  • Henrique disse:

    Papai do céu, a galera sequer consegue entender o texto!!! Aí fica difícil mesmo qualquer diálogo…

    Parabéns, Inácio!!! Lavou a alma de muita gente com esse texto!!!

  • Arthur disse:

    Caro inacio esse tipo de comentario que voce comentou sempre irá existir do contrario, o cinema mundial não seria repudiado e a visão popular do cinema não seria só celebridade e efeitos.É bom dizer isso de vez enquando, mas se acostume com esse tipo de comentario, eles sao eternos.Só nao quero que voce se fruste, mas voce deve saber de tudo o que estou dizendo. Alias o que mais me irrita sao criticos e cineastas, etc estadunidenses que passam informaçoes erradas vi um que disse que o Acossado era cheio de erros e que ele copiou classicos dos EUA.
    A mentalidade de quem recusa o novo é mentalidade que Oscar cria, que é que o cinema é produçao + efeito+ celebridade. E eles caem direitinho.Diria que eles nem promovem historias, pois do contrario nao haveria cliches, e como voce mesmo diz, cinema é nao contar historias.

  • Gabriel Brabo disse:

    Frequento aqui, e nem sempre concordo com tudo que leio. Porém, este texto: Aula

  • Inácio, parabéns pelo texto e obrigado por sua (habitual) inteligência!

    Um abraço carinhoso e muita sorte com o blog (que leio sempre).

    Do amigo

    Fabio

  • Isabel disse:

    O que traz ao nosso mundo tanta variedade, seja no cinema, na arte, na historia ou qualquer outra manifestação, é exatamente a diferença de opiniões e maneiras de ver. Contestar a opinião do outro, discordar dela, acredito eu, que é sempre uma maneira construtiva de, voltando a questão da busca pela informação, agregar conhecimento e despertar uma evolução de idéias.

    Cada um vai assistir à um filme com uma expectativa, e ela pode ser, como ja citado, um desafio para o raciocinio, um show de imagens, um romance e etc, e essa expectativa nem sempre é permanente. Um dia esse esta em um momento mais introspectivo e quer assistir a um filme mais profundo, que desperte uma reflexao, no outro dia está cansado de forçar a mente e quer ver uma comédia romantica, fácil. Na minha opinião, existir essa diversidade de temas e propósitos é um privilégio desse mundo contemporâneo em que vivemos, e cada um faz uso dessa da maneira que lhe for conveniente.

    Uns mantem uma opiniao fortemente, sem possibilidades de mudança, outros gostam de viver uma metamorfose, ou acúmulo de idéias. Não existe uma fórmula certa. Todas estão aí com seus propósitos, com suas personalidades. Eu acho isso incrível e que muito tem a me ensinar.
    A única coisa que eu não acredito que adiciona algo de útil, e só causa conflitos desconstrutivos, é querer impor a nossa razão para o outro. Cada um tem a sua. Ainda bem, do contrário nao seríamos seres humanos com características próprias e cada um com seu exclusivo encanto.
    Gosto de ver cada um DEFENDENDO a sua opinião, e me alegro de poder viver e me informar de diferentes pontos de vista, pois só assim posso ter certeza de que cada um tem sua essência, inclusive eu. E se as diferenças não existissem viveríamos em uma mesmisse entediante e não existiria tantas fontes de informação, que nelas encontro a beleza da diversidade.

    • Willian disse:

      Isabel, concordo em muitos pontos que você mencionou. Mas é preciso tomar cuidado com o excesso de subjetividade. Ainda que todos tenham uma opinião, é preciso ter bom senso, determinar um padrão mínimo, que seja. Você não encontra um Picasso a cada esquina. Há, com certeza, uma liberdade de escolha mas isso não quer dizer que não haja escolhas ruins – filmes ruins.

      Um abraço!

  • Bruno Cerqueira disse:

    O texto do Inácio é ótimo mas tem um “senões” bem relevantes. Por mais generosa e aberta que pareça a visão do Inácio, ela não deixa de apontar que o outro lado do antiintelectualismo é a extrema soberba dos eleitos que muitas vezes usam de expedintes que se tornam clichês, como supostos observadores privilegiados de um mundo que julgam bobo . A própria maneira no texto como Inácio se refere a “A Origem” acaba procurando desqualificar a recepção do filme e a carreira do diretor, como produto da mídia, essa Geni do mundo (no texto sobre “A Origem”: “com essas explicações prévias que os estúdios destilam pela mídia”).

    Sinto muito mas isso é tolo e injustificado. Quando a cinefilia e a crítica mais eruditos não gostam de um filme ou de um diretor que tem aclamação artística – muitas vezes acompanhada de comercial como Nolan – , e aqui no Brasil é muito claro que Christopher Nolan tem pouco cartaz entre essa gente (de novo, falo da crítica ou da cinefilia mais “cabeça”, não do mundo nerd/da cultura pop), existe uma tendência clara de querer apontar isso como um erro, tanto da crítica e/ou da cinefilia lá de fora. Ou mais fácil,comodista e preguiçoso ainda: isto é um produto da “mídia”. Goste-se ou não de Nolan e da “Origem”, a trajetória de prestígio do cara é linear, paulatina e começa antes do “Amnésia” (“Memento”) já com o primeiro filme dele, o “Following” (99), que chamara a atenção de alguns setores.

    Pessoalmente gosto de algumas obras de Nolan mais que outras, e esperava mais de “A Origem”, mais reconheço no filme traços de outras coisas que já apareceram antes no cinema dele.

    Essa tentativa de desqualificação do Nolan como obra de ação midiática, é o equivalente da desqualificação do triunfo do Apichatpong em Cannes como objeto de tolice do júri. De uma mané como o que escreveu o que o Inácio destrinchou, não se pode esperar nada. Ele jamais vai entrar na delícia e no suplício do jogo do debate de idéias. Mas podemos e devemos esperar mais de quem não gosta do Nolan, do que as acusações (e aí falo no plural, me referindo ao histórico do que já li sobre – contra – Nolan no Brasil) banais contra a mídia e o mero apontamento de que a apreciação que cai sobre o cara está errada.

    Não tenho aqui o link comigo de um artigo (longo, embasado, de construção de raciocínio perfeita) fascinante em inglês que desce o cacete em “A Origem”, e cujo título é mais ou menos o seguinte: “17 Razões Que Explicam Como A Origem Não é um Bom Filme” (onde até a maneira como ele filme arquitetura de prédios é assinalada como um equívoco estético). Li coisas similares no lado oposto, defendendo o filme como grande. É a esse tipo de visões, opostas em intenção, similares em argúcia de exposição, as quais devemos nos ater.

    • Isabel disse:

      Bravo!

    • Willian disse:

      “e aqui no Brasil é muito claro que Christopher Nolan tem pouco cartaz entre essa gente”

      Não foi isso que eu li em muitas críticas sobre Batman, o cavaleiro das trevas.

      A Origem teve o problema (na minha opinião) de ser muito explicativo. Aliás, foi esse também a falha de “Além da vida”. Muita conversa pra pouco cinema.

      • Kleber W. disse:

        Mas é bom que Inception seja auto-explicativo, e o Nolan usa de um recurso muito prático, um personagem que é iniciado na trama junto com o espectador, é claro que estou falando da Ariadne (Ellen Page).

        Se o filme fosse extremamente aberto a interpretações como os filmes do Lynch (Blue Velvet, Lost Highway, Mulholland Drive…), perderia a característica comum dos roteiros do Nolan, que por mais complexos que sejam, nunca se “perdem” em divagações filosóficas e teorias mirabolantes, é prático.

        Já vi Memento, The Prestige, Insomnia, todos são filmes inteligentes, com roteiros criativos e bem elaborados. Mas bem lógicos. E perfeitamente “interpretáveis”.

      • Adriano disse:

        E qual é o problema em ser muito explicativo? Tem alguma cartilha do cinema que diz que isso e errado?

        • Willian disse:

          Adriano, por isso comecei o argumento com os parenteses. Prefiro filmes que mostrem do que filmes que expliquem. Mas esse é o meu modo de apreciar.

  • John Wayne da periferia disse:

    Inácio:
    Teu texto é um verdadeiro manifesto em defesa do espírito livre, da arte verdadeira e contra a mediocridade que impera na produção, na crítica e entre o público (que é de baixo nível, egoísta, acomodado, cego e surdo).
    Parabéns por ser uma voz corajosa no meio de tanta mesmice.

  • Igor Rosa disse:

    Para tudo e todo sempre o famoso “achismo” terá seus argumentos de defesa, seu ponto de vista. O que fica aos leitores é ler e pronto. Já aos filmes, o conjunto faz a obra. Agora com todo respeito a Dogville…. o que vocês viram demais nesse filme? e olhe que surgiram milhares de comentários…

    • Willian disse:

      Igor, veja bem, eu entendo o que você quer dizer. O que é bom em Dogville, afora as teses filosóficas e psicológicas que precisam ser decifradas? Mas, veja bem, eu gosto da ousadia , da criatividade e do talento que o filme possui. E há muito mais qualidades, mas pra mim, isso basta.

      Você já viu algum filme “exploitation”? São filmes feitos com praticamente dinheiro nenhum, qualidade péssima e cenas bizarras. Eu odeio. Mas tenho vários amigos que são fãs de carteirinha deste tipo de cinema. Quem sou eu pra criticá-los? Eu não gosto porque já fui condicionado a gostar de outra coisas. Minha mente se moldou a um formato hollywoodiano. E, até hoje, está tentando se libertar. Não o culpo se a sua nao.

  • Jorge Guimaraes disse:

    Me desculpe o Sr Inacio. Sem defender o fulano do comentário, mas absoluto é o comentário de um crítico de cinema.
    Nada é mais absoluto, nada contem mais euismos.
    Que profissaozinha, mais sem sentido. Até entendo a informação sobre conteúdos ,mas a opinião, para mim é completamente dispensável.
    Na minha humilde opinião.
    rsrsrsrrsrs
    Guima SP

    • Inácio Araujo disse:

      Sem dúvida, não tem sentido a crítica.
      Mas, ei, o que faz você quando critica os críticos?

      • Inácio Araujo disse:

        Ah, e por que você anda lendo coisas inúteis em vez de cuidar de coisas úteis?

        • Laurent disse:

          O tal Jorge Guimarães deve achar que fazer crítica de cinema é simplesmente dar uma opinião sobre um filme, dizer se gostou ou não. A maioria dos críticos faz isso mesmo. Os verdadeiros críticos, como o Inácio, apresentam uma leitura do filme, uma apreciação do significado. A “opinião” do crítico não importa tanto quanto a sua capacidade de destacar determinados temas e ideias construídas por meio das imagens e que não são imediatamente identificáveis pelo público. Se tomarmos como exemplo os filmes de John Carpenter, temos um exemplo interessante de um cineasta que oferece várias possibilidades de leitura. Pode-se apreciar seus filmes como simples exercícios de gênero (terror), mas há muito mais neles do que simples sustos e gore. Cabe à crítica evidenciar as várias leituras possíveis de uma obra cinematográfica.

  • gloria disse:

    quando vejo uma pilha de filmes piratas digo : que desperdício.

  • gloria disse:

    Bom, quando vejo a pilha de filmes piratas de tão baixa qualidade, digo:

    Estou vendo O Último dos Templários. É tanta a violência que é bom dar um tempo. Aí recebi um e.mail de Stenio Artois , que não conheço,convidando para uma reunião de maçonaria. Aí ,cliquei Stenio Artois e o site fala nos templários. Aí ,fui à inauguração de uma praça no centro -oeste do Brasil que tinha sido cercada pelos maçons da cidade,há poucos anos atrás. Diziam que a praça era deles. Mas perderam´-na, na justiça, para a prefeitura.
    De repente o assunto é templários, maçons, o que tem a ver?

  • Célio disse:

    Caro Inácio, gosto muito de seus textos, tb aprecio demais os do seu colega de folha e blog José Geraldo Couto.Ambos parecem amar de verdade o cinema.Já cansei de ver critícas suas elogiando ou malhando filme europeus, pseudo arte, filmes americanos ou mesmo nacionais.
    Para mim a função de um critico não é apenas dizer se gostou ou não, nem de ser bula como vc disse, e sim, iluminar um obra(isso dentre outras mil coisas).
    Lembro de vc elogiando o bom Rambo 1 , o que causa espanto em muita gente e desgostando aqueles filmes com cara de independentes feitos em série como qualquer outro.
    O que quero dizer é que cinema bom não tem receita, pode vir de qualquer lugar, pode ser óbvio, ter um fiapo de história , ser grandioso, ser restrito ou comercial etc etc
    Tb não suporto a afetação de uns e seus chatos filmes assim como acho lamentável a ignorância de tantos.Para mim o qeu importa é o cinema e o que ele consegue nos transformar.
    Mas já falei muito , forte abraço!

  • Felipe disse:

    rindo para não chorar, sobre o comentário de aproximadamente 13 parágrafos, que mesmo que aquilo que ele disse seja ou não verdade, é a opinião dele…

    é a mesma coisa que dizer que há complexidade em avatar / pocahontas, em que uns vão dizer que sim e outros que não…

  • MaGioZal disse:

    Todo mundo tem o direito de fazer filmes artísticos e estranhos. Não me obrigando a assisti-los nem tirando compulsoriamente dinheiro do meu bolso para fazê-los, por mim tudo bem.

  • Ricardo disse:

    Cinema, de um jeito ou outro, é entretenimento. Mas cada um de nós tem sua forma favorita de entretenimento.

    Existem aqueles que não conseguem dar valor a um best-seller e se cercam de livros de filosofia. Também existem aqueles que acham música clássica muito monótona e preferem (quase incoerentemente) a batida constante da música eletrônica.

    E tem aqueles que gostam de filmes que dão um espetáculo de imagens com efeitos especiais e transformações de espaço/tempo que não acontecem na vida real, enquanto que tem aqueles que buscam uma reflexão profunda ao ver um filme.

    Erramos quando queremos que o nosso ponto de vista seja a verdade incontestável. E perdemos quando não conseguimos admirar as coisas pelo o que elas são e sim, com um viés dos nossos valores e preferências.

    E, convenhamos, ir a um filme de ação esperando uma reflexão profunda sobre… alguma coisa que não sejam imagens e sons diferentes é como ir assistir a um musical quando não se gosta da música ou assistir a um documentário esperando efeitos especiais. Sair ou fugir do contexto do filme é a receita certa para não se gostar de nada.

  • leo disse:

    viva os pornos /o/

  • Torrezam disse:

    Entendo que este post evidencia a atitude pseudo-intelectual e pormenorizada de inúmeras pessoas que, fazendo valer do seu direito de dar pitacos pelos meios de comunicação, o faz de forma superficial e resumida: sem explicar, sem aprofundar mas se dando o direito de criticar quem trabalha e estuda para a formação de algo não tão “óbvio”. Isso é fruto do raciocínio medíocre que a chamada pós-modernidade (ou algo depois do moderno, ou a própria continuação do moderno, como queiram!) preconiza. A valorização do consumo rápido na depreciação da delicadeza e sutileza de obras de arte (não tão óbvias).

  • Thiago disse:

    Caramba Inácio…

    Só posso dizer uma coisa: Perfeito!

    Essa ditadura da ignorância dói na alma… pensa o que é ter 20 e poucos anos como eu e ser olhado como um alien por gostar de música clássica, jazz, filmes europeus e outras coisas assim…

    Já houve um tempo em que era legal ser culto, né? Um tempo perdido onde Salvador Dalí, Sartre e outros gênios apareciam na TV dando entrevista, eram lidos, vistos e ouvidos e as pessoas pelo menos sabiam quem eles eram…

    Será que nasci no tempo errado?

    Um abraço,
    Thiago

  • Arnaldo Garcia disse:

    Os críticos da atualidade, seja por profissão ou por hobby, conhecem muito bem o formato de um blog. Já tiveram a oportunidade de ler em outros lugares críticas feitas por leitores. Sabem que quando se expõe a opinião, certamente ouvirão críticas – mesmo que na maioria das vezes muito mal elaboradas. Mas se ainda assim dão a cara a tapa, por que se irritar com um comentário que pode muito bem ter sido feito por um adolescente de 15 anos? Pior é fazer um post resposta com declarações tão preconceituosas e que colocam o gosto alheio da mesma forma que seu gosto foi colocado. Apenas para dar aquela cutucadinha. Por mais que não seja louvável, é compreensivel ouvir tais afirmações de um jovem imaturo. Mas de uma pessoa com anos de experiência, é um tanto decepcionante.

    • Garcia Arnaldo disse:

      Meu caro, o comentário é apenas um exemplo, tanto que o Inácio não colocou nome, pseudônimo, nem nada referente ao autor. Justamente porque é um comentário arquetípico. Ou seja, é representativo de vários outros. Decepção é dar crédito a esses ignorantes que campeiam na internet…

    • Inácio Araujo disse:

      Não, Arnaldo, não estava absolutamente irritado. Talvez a pessoa que fez o comentário tenha 15 anos. Mas eu converso com pessoas de 15 anos da mesma forma que com outras mais velhas, merecem respeito da mesma forma. Isso é uma conversa, apenas.

  • O cara que falou isso já viu algum filme do Kiarostami?

  • Ilana disse:

    Adorei! Finalmente alguém tocou no assunto. Com medo de darem a entender que não entenderam nada, cultuam filmes sem pé nem cabeça. E se você diz que não gostou, entreolham-se com uma risadinha, querendo dizer “ah, não conseguiu compreender”.

    • Mestre disse:

      Deixa ver se eu entendi, o Inácio Araújo está criticando o leitor que criticou o filme do Apichtapong o qual ele disse ter feito um filme chato pra dedéu, daí o Inácio Araújo vem numas de defender o que ele também parece não ter gostado. Putz Grila, por isso prefiro pornôs viu.

      • Mestra disse:

        Não. Você entendeu errado, leia novamente. O Inácio fez um texto sobre um comentário que serve como exemplo a muitos comentários escutados por aí quando o assunto é arte, cinema. Ele não está falando sobre Tio Boome, nem sobre filmes do Kiarostami, está falando da visão tacanha que certas pessoas tem ao se acharem donas da verdade e do gosto mundial. E está criticando essas mesmas pessoas que se valem de argumentos absurdamente falaciosos para se provarem conhecedoras de assuntos que ignoram. Além disso, Inácio está tratando sobre como certos espectadores veem filmes sem, de fato, assistí-los. Enfim..o texto do Inácio tratou de mil coisas, menos sobre isso que você falou

        A minha dica é que fique apenas com os pornôs mesmo.

        • teixeira disse:

          será “mestra” o inácio travestido? ou será a biógrafa do bloqueiro?

          • teixeira disse:

            era para ter escrito blogueiro. falha de digitação. mas, aproveito para complementar e dizer que é um monumento de presunção a frase inicial do comentário da ‘mestra”: “você entendeu errado, leia novamente”. é antítese do texto do inácio!

  • Paulo disse:

    Outro super valorizado PARA MIM é o tal Tarantino.
    O cinemão de hollywood é uma merda mesmo!

    • Laurent disse:

      Você tem o direito de não gostar do Tarantino. Não sei se dá pra chamar o que ele faz de cinemão de Hollywood, mas tudo bem. Mas essa sua generalização a respeito do cinema hollywoodiano me parece um tanto impensada. Os melhores filmes de Hitchcock foram feitos dentro desse sistema. Os grandes estúdios produziram grandes obras-primas de caras como De Palma, Scorsese, Spielberg, Coppola, Polanski… A fase atual não é boa, mas até hoje o cinema americano continua oferecendo boas surpresas. O cinema europeu, ao contrário, me parece viver uma decadência sem fim. A verdadeira alternativa ao “cinemão de Hollywood” pode estar no extremo oriente (Coréia do Sul, Japão), onde se faz um cinema de gênero, ao mesmo tempo, eficiente e original.

      Ah, sobre o Tarantino: Bastardos Inglórios é um dos grandes filmes do século.

      • araribóia disse:

        laurent, endosso o comentário. apenas, acrescentaria que tenho visto coisas boas da Romênia. Um cinema criativo, a meu ver.

        • Laurent disse:

          Legal, araribóia. Se tiver algum título pra sugerir, será muito bem vindo.

          • araribóia disse:

            Laurent, sugiro:
            Laurent, sugiro:

            A leste de Bucareste.
            4 meses, 3 semanas e 2 dias.
            Casamento silencioso.
            Como eu festejei o fim do mundo.

            Todos acima, parece, estão disponíveis em dvd.

            Além, vi no cinema: Katalin Varga.

            Estou para ver: A morte do Sr. Lazarescu.

            Tomara que pelo menos um agrade.

            Por fim, um bem mais antigo, em dvd,: O trem da vida.